A primeira opção de projecto foi a de ensaiar uma solução desenvolvida num único piso. Face a um futuro pouco claro da envolvente, mas que previsivelmente densificará a pavimentação e edificação, esta opção não se torna refém do desenho das mesmas, investindo na criação de uma bolsa de vivência própria. Contudo, a casa proposta inscreve-se com discrição na relação topográfica existente entre o lote e a praia, reproduzindo-a na cobertura.
Abdicando de uma relação permanente com o horizonte, reforça-se a importância das fronteiras do próprio lote e do seu espaço interno. Assim, a segunda opção de projecto foi a de encostar a casa a um dos limites do terreno de modo a libertar o máximo de espaço exterior na frente da mesma.
A terceira opção de projecto foi a de orientar a casa para sul, o lado do mar, maximizando o controle passivo da luminosidade e temperatura. Assim, a casa implanta-se ao fundo do lote, encostada ao limite norte.
Estendendo-se de nascente para poente, a cobertura parte da cota mais baixa da Garagem para se altear na Sala e voltar a descer na extremidade oposta, criando um ‘arco’ que prolonga a topografia da ‘duna’ em que se implanta. Desenha-se assim uma volumetria ‘contínua’ ao olhar a partir da praia, pontuada apenas pela presença do volume do escritório.